["Non... Rien de rien.../Non... Je ne regrette rien/C'est payé,/balayé, oublié,/Je m'en fous du passé!"]

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Um sopro de Jazz


O lento perfume de uma pele
Suavemente percebido
Descreve em silêncio os desejos, um dia amputados
Pois digo que...
Antes o ato que a dor
De um instante perdido
Antes o espasmo que o pesadume
De um êxtase roubado
E assim...
Involuntárias as horas passam
Ao som mudo de um jazz perdido
Ao calor profundo de uma noite embalada

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Beijo






O contato mais profundo do tato é o beijo
Por isso, a minha boca sente sempre vontade de te ver
Nem os olhos podem enxergar tanto
Quanto o teu sorriso tateado pelo meu sorrir

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Olinda

Corri pelas ladeiras
Descobrindo os sabores
Das moças em frevo, coco, ciranda e até samba

Ó' Linda paisagem era ela
Que sem querer cousou em mim
Certo dia a saudade

Mostrando supostamente
Isso... Que os outros chamam
De um tal de AMOR

E me fazendo, assim de mansinho
Nos braços dela me enredar
Pra saudade ir embora

E um sorriso-estandarte
Eu carregar bordado
Dizendo assim:

É HORA DE OLINDAR...


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Despedida







                                                                                 Em memória às paredes de minha casa


Pincela...
Pincela...
Cria e recria a imagem das coisas
Desfruta de toda poesia das cores
Inunda de momentos a parede-tela de palavras
Esborra sentir em multe-escrita-color
Pincela...
Pincela...
Cobre com o [cal]do branco
Descolore o que se formou
Guardando por baixo da figura limpa
A ilusória sensação de que tudo passou
Pincela...
Pincela...
Não há mais vida nem cor

segunda-feira, 5 de novembro de 2012







Pensamento é que nem uma linha puxada no tempo
Que quando se enrola vira carretel
E se embaraça, cria um nó com o vento
E pra soltar lá dentro
Só mesmo pipa caminhando na mente 

sábado, 13 de outubro de 2012

Definições





A rubra cor da pele entre sombras e apelos
A curva flor de Vênus forma em ventre
A figura turva da tela arte corpo
A beleza antiga nova perfeição
A estrada de líquido divino em sensação
A manhã finda em desejos
A fruta doce molhada alado
A fêmea invadida duração    
A própria definição sem razão 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Lucidez








Livrinho de papel finíssimo
Gomado para cigarros
Fumaça...
Puxa, prende, traga
Na bolsa de palha já amaçada
De rolo a tabaco 
Fumaça...
Névoa migalhada, esfumaçada
Efêmera realidade parada 
Das criações humanas