["Non... Rien de rien.../Non... Je ne regrette rien/C'est payé,/balayé, oublié,/Je m'en fous du passé!"]

quinta-feira, 21 de março de 2013

Preto


Chegou a passos lentos
Parou
Olhou-me mais do que intimamente
Beleza escura
De uma alma verde
Disse muito
Ainda que não falasse
Sentiu-se bem
Eu também
Lambeu-me as mãos
Como se beijasse para confortar
Alisei seus cabelos
Eram escorregadios
Fez-me rir...
Pronto! desde então tenho amizade com aquele gato preto
Que conheci no meu dia de cão
Tratei logo foi de chama-lo de meu nego


sábado, 16 de fevereiro de 2013

??



“Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?”
F.P





Talvez as pequenas certezas me sejam falhas
Talvez eu não saiba nada de tão claro sobre o porvir
Talvez a minha mente procure explicações nulas
Talvez eu remeta a Pessoa para deslumbrar uma liberdade qualquer
Mas de nada tenho dúvidas quanto ao meu sentir
 O sentir de uma vontade incessante de poder ouvir, olhar, tocar, falar...
De saber que é terna em minha mente cada lembrança tua
Onde fujo de todas as realidades convencionais prendidas a razão
 Não...
Não procuro entender nada, apenas me deixo correr como um rio
Que deságua no mar sem saber para onde nem de tamanho
Que aguarda a chuva para encher-se de uma vivacidade risonha
Banhando o que foi, o aqui, o agora, e por que não o porvir?
A única fidúcia que trago...
Sou toda sinestesia, todas as sensações  
E as inúmeras interrogações recíprocas que me cercam
Tão interessantes são pelo simples fato de existirem
Deixando o gosto infante por um maior descobrir





quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Um sopro de Jazz


O lento perfume de uma pele
Suavemente percebido
Descreve em silêncio os desejos, um dia amputados
Pois digo que...
Antes o ato que a dor
De um instante perdido
Antes o espasmo que o pesadume
De um êxtase roubado
E assim...
Involuntárias as horas passam
Ao som mudo de um jazz perdido
Ao calor profundo de uma noite embalada

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Beijo






O contato mais profundo do tato é o beijo
Por isso, a minha boca sente sempre vontade de te ver
Nem os olhos podem enxergar tanto
Quanto o teu sorriso tateado pelo meu sorrir

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Olinda

Corri pelas ladeiras
Descobrindo os sabores
Das moças em frevo, coco, ciranda e até samba

Ó' Linda paisagem era ela
Que sem querer cousou em mim
Certo dia a saudade

Mostrando supostamente
Isso... Que os outros chamam
De um tal de AMOR

E me fazendo, assim de mansinho
Nos braços dela me enredar
Pra saudade ir embora

E um sorriso-estandarte
Eu carregar bordado
Dizendo assim:

É HORA DE OLINDAR...


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Despedida







                                                                                 Em memória às paredes de minha casa


Pincela...
Pincela...
Cria e recria a imagem das coisas
Desfruta de toda poesia das cores
Inunda de momentos a parede-tela de palavras
Esborra sentir em multe-escrita-color
Pincela...
Pincela...
Cobre com o [cal]do branco
Descolore o que se formou
Guardando por baixo da figura limpa
A ilusória sensação de que tudo passou
Pincela...
Pincela...
Não há mais vida nem cor

segunda-feira, 5 de novembro de 2012







Pensamento é que nem uma linha puxada no tempo
Que quando se enrola vira carretel
E se embaraça, cria um nó com o vento
E pra soltar lá dentro
Só mesmo pipa caminhando na mente