["Non... Rien de rien.../Non... Je ne regrette rien/C'est payé,/balayé, oublié,/Je m'en fous du passé!"]

quinta-feira, 7 de julho de 2016

À Dona

Amaste-me
como a um sopro de impulso
pondo sobre a carga de meu nome
vossa santa pátria
replicando algum bem querer
desdenhado um tanto absurdo

Tua cria sem quereres ser
que fostes tua...

E rasgo os panos forrados
dos assentos já fadados
das garras minhas


Sou felino pra bem dizer...


domingo, 3 de abril de 2016

Coisas de infância

Uma mania obsoleta
De escrever números...
Quando muitos e mais rápidos
Se imagetificavam
Na dobrura do infamo  
Como coisa sem presumo
Abria-se ao espasmo
Um calafrio barato...
É... deveras poderia ser
Se assim fosse
Uma sorrateira excitação. 

Sobre cortes

E se eu fosse caco...
Eu seria então pormenor
Uma parte
À parte outras partes
Que formam o vaso
Com inúmeros outros cacos
Sobre o chão
Estilhaço
Rente ao primeiro pé
Que por ali passe...



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Coração disritmado

eu quero é que
a minha palavra seja fria
fina ponte que afunila
afinando feito ponta de punhal
perfurando pra tocar sem ferir
o que há de mais gritante em ti.


Com todo respeito Sr. Vinícius,

Qual ser não romperia com o esquecer?
Sopro aos pés dos ouvidos um som agudo
Monólogo de Orfeu e suas horas.
a hora derrama o seu óleo de amor em mim, amada.”

Qual ser não fruiria do esplendor?
De ver, e estar doente dos olhos  
As metamorfoses do querer
essa vontade de estar perto, se longe
ou estar mais perto se perto

Qual ser não se agarraria a grandeza do sonho?
Perante o encolhimento da realidade
 E o admirável impossível
“Orfeu menos Eurídice: coisa incompreensível!”

Qual ser não se deitaria a espera?
Diante proclame tão alto em dizer
Que outro ser por ti, junto a lua, há de eternizar
e aqui me deixo rente quando voltares,
pela lua cheia



sábado, 28 de novembro de 2015

Objeto em [Pre]posição

O que eu tenho são surtos de ti 
entre...
aparições que assaltam minha’tenção
sobre...
gritantes vertigens, eu diria, talvez
ante...
um fantasma caquético cuja fama: surrupia  
até....
olhares cabulosos que atormentam a Paz
em...
ponto e linha, fazendo-se ponte as palavras minhas
contra...
desatinada e invariável condição.



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Amor abortado

Religiosamente te trago, junto a mim
Não porque queira
Mas de natureza inevitável
Buscando explicações onde não há o explicável
Tragando o orgulho mergulhado
Por medíocres situações possíveis
De encontros não marcados

Em triângulos por ângulos separados
Eu aí e você aqui
Pontilhando o que é de resto
Acúmulos nostálgicos aos ventos
Só sei que vou seguir
Engulo a seco cada dobra do tempo
Enquanto disfarço o que é de dentro
Toda força do sentir...