["Non... Rien de rien.../Non... Je ne regrette rien/C'est payé,/balayé, oublié,/Je m'en fous du passé!"]

sexta-feira, 7 de março de 2014

Definição do Amor

O amor é uma cor
De rubra flor
Que nasce no fundo
Do estomago
Com borboletas

A voar em seu redor 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Meu filho; mi hiro; my son; my seun; oğlum; mon fils; fili mi; мой сын; 私の息子; Ο γιος μου;我的兒子;...

Em filas...
As recordações de tantas
Refratam o subvertido em minha mente...
Aponta o lápis e vai
Rabisco entre o meio dizer...
Que palavras lambuzam mais do que fere
 E feridas se perdem ao renascer...
Da virtude empírica  
Florir em meu ventre        

O mais belo em abstrato da criação

terça-feira, 16 de abril de 2013

O dia de Desejo

Deslizando sobre corpos ele se sentia antropofágico
Entre subidas e descidas de íngremes curvas
E colos molhados de viva transpiração
Provocados, os três deslumbravam de uma furta-cor
Elas de uma flor brotada, ele de uma natural aparição
Se vão...
Passeiam misturados numa estrada epidérmica
Embriagados de nítidas ondas sonoras
Degustam sem muita pressa da loucura ambígua
Onde existe a personificação de uma sensação
Sofregamente consomem-se em bocas e mãos
Explodem...
Em gesto tão singular e simples quanto à beleza da calda dum pavão
Ele agora volta a forma substantiva abstrata de sua criação




terça-feira, 2 de abril de 2013

Ditado pontuado


NÃO!
Não disse nada...
“apenas não quis dizer”
Ou será que não quis?
Disse:
Realmente não tenho nada para dizer,
pois veja que não há mais nada para ser dito.

quarta-feira, 27 de março de 2013

A ausência no cais




Três pilares
Dois desconhecem um deles
A euforia de um Mestre
Dos disfarces
Criam pernas ligeiras
Nas ruas de um antigo Recife
Escondem-se dos olhos opostos
Permitem-se ao gozo lambuzado
Correndo as cortinas de um quarto qualquer
Duma madrugada já quase finda

Rompem o anonimato...

Agora são carnes pertencidas
De uma rígida força animalesca
Penetração do mastro na flor encardida
Desnudos de alma e sentimentos
Servos de uma frustração

Rasgam as faces

Brincam pervertidos
Entre o claro e o escuro
Num jogo desconexo em feixe de luz
Amantes de suas próprias vontades
A sós em trio se partem

E já na chegada...

Sorriem naturalmente
Do fétido ato arapuqueado 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Com (verso) sem verso



Firo e me refiro
Sorrindo estremeço
Uma picada em dose
Com o veneno feneço

Foge o colo, cala boca, deita alma...

Respiro e me inspiro
Escrevendo me deixo
Trabalho contínuo do meu avesso

Foge o colo, cala boca, deita a alma...

Convivo e me esqueço
Olhando me vejo
Vendo o MORTO que há em meu peito

Deita a alma, cala boca, foge o colo...

quinta-feira, 21 de março de 2013


Pega a pedra e puxa
O estilingue atira
Na linha de nenhuma mira
[A] certa!
De quem é a culpa?
Do sentir...